Nos anos seguintes, o canadense vivenciou uma piora nos sintomas. Foi quando decidiu produzir o próprio remédio por sua conta e risco. Assim, Rick começou a plantar maconha, já com a ideia de produzir um óleo concentrado que potencializasse os efeitos medicinais da erva. O óleo é feito cozinhando as flores da planta misturadas a solvente. No processo, a mistura vai sendo reduzida até ficar bem concentrada e com uma cor semelhante à da gasolina. Em média, 500 gramas de Cannabis produzem 56 gramas de óleo.
Consumindo pequenas doses diárias do
remédio caseiro, logo Rick viu sua vida retornar à normalidade. A
pressão sanguínea caiu, o sono voltou, as dores foram embora. Mas o mais
incrível viria a acontecer no ano de 2003, quando ele teve que retirar
um câncer de pele. Algumas semanas após a cirurgia, o tumor voltou. Rick
aplicou o óleo de maconha medicinal direto na área afetada e cobriu
apenas com um band-aid. Poucos dias depois, o câncer simplesmente tinha desaparecido. Percebendo que tinha nas mãos um remédio
poderoso, barato e sem efeitos colaterais que a maioria das pessoas
desconhecia, Rick decidiu compartilhar gratuitamente sua descoberta com o
mundo. No primeiro ano, foram tratadas cerca de 50 pessoas com
problemas de pele diversos. No ano seguinte, o óleo produzido por Rick
foi bem sucedido no tratamento de um homem com um melanoma inoperável.
E, de 2003 até hoje, já foram mais de 5 mil pacientes medicados com o óleo da maconha,
que sofriam de tipos diversos de câncer, diabetes, epilepsia, dores
crônicas, glaucoma, úlceras, enxaqueca, ansiedade, depressão e outros
males.
A história de Rick Simpson se soma ao documentário “Maconha, a Cura do Câncer”,
também encontrado no YouTube, para mostrar como a discussão lá fora já
está uns tantos quilômetros à frente do cenário brasileiro.
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