No dia 22 de dezembro, quinta-feira, o baixista Décio Rocha fecha, em 2011, turnê de lançamento do seu quarto CD, “Quando Estou Dormindo Nem Sempre Sei Por Onde Ando”, produzido por Zeca Baleiro, que participa em duas faixas. No show, os convidados serão Flávia Bittencourt e Geraldo Amaral. O evento vai ser no Teatro Odisséia, na Lapa, e começa às 20h. Na abertura, apresentação do violonista André Muato e o Samba zÉ Samba e a bateria do Boêmios da Lapa fecha o evento. Nos intervalos, DJLILI. Os ingressos custam R$ 25,00.
Décio Rocha é instrumentista, compositor e artesão. Nascido em Pernambuco, no bairro de Peixinhos, foi lapidando sua carreira tocando pelos bailes da região. Durante esse período solidificou seu nome na cena pernambucana, incluindo sua participação na Banda de Pau e Corda, uma das mais importantes do Estado.
Décio Rocha tem como diferencial maior em sua obra a construção de seus próprios instrumentos a partir da sucata e materiais inusitados. Além do seu trabalho como luthier de resíduos aparentemente inúteis, Décio produz brinquedos com materiais que, até então, seriam descartados, o que lhe rendeu uma exposição no Espaço Tom Jobim em 2006. Com isso, Décio Rocha desconstrói o lixo e o reinventa em cor, forma e som, de maneira extremamente original.
SERVIÇO
DÉCIO ROCHA RECEBE FLÁVIA BITTENCOURT E GERALDO AMARAL NO TEATRO ODISSÉIA
Abertura - André Muato
Encerramento - Samba zÉ Samba e bateria do Boêmios da Lapa
Data- 22/12 - Quinta-feira
Horário - 20h
Ingressos - R$ 25,00
lista amiga - R$ 15,00 até às 23h
R$ 20,00 após às 23h
redacao.cult@gmail.com
Local - Teatro Odisséia
End.: Rua Mem de Sá, 66 - Lapa
Res.: 22246367/22661014
Aqui você encontra novidades sobre artes em geral, ciência, política, saúde e tudo mais que esteja gerando algum burburinho ao redor do planeta Terra!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Ex-Prefeito de Macaé quer políticos no SUS e seus ...
TERESÓPOLIS 24 HORAS: Ex-Prefeito de Macaé quer políticos no SUS e seus ...: Ex-Prefeito de Macaé, Sílvio Lopes O ex-prefeito de Macaé, Sílvio Lopes (PSDB), defendeu nesta quinta-feira que a classe política utiliz...
terça-feira, 8 de novembro de 2011
No dia 17 de novembro, quinta-feira, o baixista Décio Rocha segue com a turnê de lançamento do seu quarto CD, “Quando Estou Dormindo Nem Sempre Sei Por Onde Ando”, produzido por Zeca Baleiro, que participa em duas faixas. No show, as convidadas são as cantoras Marianna Leporace e Úrsula Corona. O evento, que já recebeu Rita Ribeiro, Glad Azevedo, Carlos Malta e 4 Cantus, vai ser no Teatro Odisséia, na Lapa, e começa às 20h. Na abertura, apresentação de André Muato, que terá Bia Aparecida e Vinicius do Bandolim como convidados. Nos intervalos, DJLILI. Os ingressos custam R$ 25,00.
Décio Rocha é instrumentista, compositor e artesão. Nascido em Pernambuco, no bairro de Peixinhos, foi lapidando sua carreira tocando pelos bailes da região. Durante esse período solidificou seu nome na cena pernambucana, incluindo sua participação na Banda de Pau e Corda, uma das mais importantes do Estado.
Décio tem como diferencial maior em sua obra a construção de seus próprios instrumentos a partir da sucata e materiais inusitados. Além do seu trabalho como luthier de resíduos aparentemente inúteis, Décio produz brinquedos com materiais que, até então, seriam descartados, o que lhe rendeu uma exposição no Espaço Tom Jobim em 2006. Com isso, desconstrói o lixo e o reinventa em cor, forma e som, de maneira extremamente original.
Os primeiros instrumentos de Décio Rocha foram surgindo e recebendo nomes inusitados como: Metrola, Rochimbau, Bayma, Pirâmide e vários outros, formatando a partir deles seus discos Talvez não Seja Assim, Peixinhos e Estamira, que teve várias faixas como trilha sonora original do documentário de mesmo nome do diretor Marcos Prado, Vencedor dos Festivais internacionais de Marseille (França) e Karlovy Vary (Tchekoslovaquia).
Baixista virtuoso, Décio Rocha é reverenciado pelos melhores baixistas do Brasil, tais como Artur Maia e Adriano Giffone. Sua técnica e o fato de tocar invertido por ser canhoto, acabaram resultando em uma sonoridade muito especial. Sem falar de sua perfomance com os instrumentos criados por ele próprio, com os quais ele demonstra seu domínio e técnicas impressionantes. Não é à toa que, em 2008, num dos momentos de maior reconhecimento de sua carreira, Décio recebeu o Troféu Cata-Vento, cedido pela Rádio Cultura Brasil de São Paulo, como melhor trilha sonora pelo CD Estamira.
Em 2010, Décio Rocha grava seu mais atual álbum "Quando Estou Dormindo Nem Sempre Sei Por Onde Ando". Produzido pelo cantor e compositor Zeca Baleiro, o álbum do instrumentista reúne todas as influências acumuladas ao longo da carreira e revela um dos momentos de maior expressão do músico.
No projeto, no Teatro Odisséia, acompanhado por Rogério Miranda (guitarra), Henrique Branco (teclados) e Helio Ratis (bateria), Décio recebe convidados para participarem dessa pluralidade. Rita Ribeiro, Glad Azevedo, Carlos Malta, Marcela Mangabeira, 04 Cantus já marcaram presença.
“Décio em ConSertos” não apresenta apenas um caráter eventual, o de realizar shows que quebram a rotina de determinada cidade e entretêm, mas revela-se como uma iniciativa mais completa, configurando-se como uma ação cultural que leva à comunidade a essência do artista sob todas as perspectivas em que ele trabalha, nas artes plásticas, com seus brinquedos e instrumentos musicais, nas artes visuais onde suas músicas fazem parte de trilhas sonoras, e o trabalho de percepção diferenciada da música, através da reutilização de seus resíduos, da ressignificação da produção.
SERVIÇO:
DÉCIO ROCHA EM CONSERTOS RECEBE MARIANNA LEPORACE E ÚRSULA CORONA
Abertura - André Muato
Data- 17/11 - Quinta-feira
Horário - 20h
Ingressos - R$ 25,00
lista amiga - R$ 15,00 até às 23h
R$ 20,00 após às 23h
redacao.cult@gmail.com
Local - Teatro Odisséia
End.: Rua Mem de Sá, 66 - Lapa
Res.: 22246367/22661014
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Gostar de rock ajuda na avaliação profissional!
No começo de agosto um gerente de uma grande multinacional instalada no ABC (Grande São Paulo) penava para contratar um estagiário para a área de contabilidade e administração. Analisou diversos currículos e entrevistou 24 jovens ainda na faculdade ou egressos de cursos técnicos.
Conversou com todo o tipo de gente, do mais certinho ao mais despojado, do mais conservador à mais desinibida e modernosa. Preconceitos à parte, procurou focar apenas a questão técnica e os conhecimentos exigidos.
Alguns candidatos até possuíam a maioria dos requisitos exigidos, mas acabaram desclassificados em um quesito fundamental para o gerente: informação geral, que inclui hábitos culturais.
O escolhido foi um rapaz de 20 anos, o penúltimo a ser escolhido. Bem vestido, mas de forma casual, usando rabo de cavalo, mostrou segurança e certa descontração, além de bom vocabulário e de se expressar de forma razoável, bem acima da média.
Durante as perguntas, o gestor observou que o garoto segurava um livro e carregava um iPod. O livro era a biografia de Eric Clapton. Após a quinta pergunta, direcionou a conversa para conhecimentos gerais e percebeu que o rapaz lia jornais e se interessava pelo noticiário.
“Você gosta de rock?”, perguntou o gerente. “Sim, e de jazz também”, respondeu o garoto. O entrevistador não se conteve e indagou se o rapaz se importava de mostrar o que o iPod continha. E viu um gosto eclético dentro do próprio rock: havia muita coisa de Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, mas também de Miles Davis e big bands.
Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente. Mas o caso acima mostra que o roqueiro pode se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional. E o que é melhor, isso começa a ser reconhecido por um parte do mercado.
Conversou com todo o tipo de gente, do mais certinho ao mais despojado, do mais conservador à mais desinibida e modernosa. Preconceitos à parte, procurou focar apenas a questão técnica e os conhecimentos exigidos.
Alguns candidatos até possuíam a maioria dos requisitos exigidos, mas acabaram desclassificados em um quesito fundamental para o gerente: informação geral, que inclui hábitos culturais.
O escolhido foi um rapaz de 20 anos, o penúltimo a ser escolhido. Bem vestido, mas de forma casual, usando rabo de cavalo, mostrou segurança e certa descontração, além de bom vocabulário e de se expressar de forma razoável, bem acima da média.
Durante as perguntas, o gestor observou que o garoto segurava um livro e carregava um iPod. O livro era a biografia de Eric Clapton. Após a quinta pergunta, direcionou a conversa para conhecimentos gerais e percebeu que o rapaz lia jornais e se interessava pelo noticiário.
“Você gosta de rock?”, perguntou o gerente. “Sim, e de jazz também”, respondeu o garoto. O entrevistador não se conteve e indagou se o rapaz se importava de mostrar o que o iPod continha. E viu um gosto eclético dentro do próprio rock: havia muita coisa de Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, mas também de Miles Davis e big bands.
Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente. Mas o caso acima mostra que o roqueiro pode se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional. E o que é melhor, isso começa a ser reconhecido por um parte do mercado.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Vida de músico (7) - Abrindo novas frentes...
‘A rotina de shows semanais tem sido gratificante. Pedrinho do Violino progrediu bastante em vários aspectos. Ganhou desenvoltura e segurança nos palcos, aprimorou sua técnica aliada a maior capacidade de improviso, está muito familiarizado com a parafernália em volta dele. Sem contar que nos últimos meses adquiriu alguma autonomia financeira com a entrada de dinheiro dos cachês. Mas Pedrinho tem notado que sua rotina tem possibilitado muitas horas ociosas durante a semana, principalmente entre segunda feira e quinta feira. Os ensaios acontecem apenas dois dias por semana e duram três horas. Ele pode separar um período diário para praticar seu instrumento e ainda assim sobra bastante tempo. Porque não procurar meios de preenchê-lo com mais atividades paralelas?’
Durante um ensaio com sua banda, Pedrinho ouviu uma conversa paralela entre seus companheiros na qual um deles comentou que passaria quatro dias em função de uma gravação de um artista que lançaria seu CD em breve. Seriam sessões de gravação em grande estúdio da cidade, pagariam o músico por hora trabalhada. Inevitavelmente, Pedrinho começou a imaginar a possibilidade de se inserir no meio. Na primeira oportunidade, abordou seu companheiro a respeito do assunto, se disse interessado em entrar no mercado de músicos de estúdio e colheu informações importantes com o colega. Uma das instruções que recebeu através do amigo foi procurar um determinado músico que estava produzindo uma cantora gospel, cujo trabalho necessitava da participação de um violinista em algumas músicas. Pedrinho chegou na hora e lugar certos; foi convidado imediatamente a participar. Recebeu gravações prévias das músicas que iria participar e as partituras para estudar com antecedência. Teria uma semana para praticar as partes de violino ‘em cima’ da gravação, que foi entregue só com as bases e uma voz guia.
Dias depois, nosso amigo adentrou o estúdio para começar os trabalhos. O técnico se dirige a Pedrinho e pergunta qual microfone ele prefere entre três opções: Shure SM81; Neumann U87 ou AKG C414. E agora?
Microfonar um instrumento é uma ciência que requer cuidados especiais. No caso de um violinista, deve-se levar em conta o posicionamento, ou seja, o músico precisará executar as músicas com muito pouco ou nenhum movimento corporal para não sair do campo de atuação do microfone e não alterar o timbre captado com fidelidade com muito custo. Deverá ter cuidado com ruídos extras, inclusive a sua respiração. O posicionamento exato do microfone por si só já é uma tarefa delicada, pois existem diversas possibilidades que devem ser testadas. O microfone pode ser posicionado a 60, 40 ou 30 cm. acima do instrumento, pode ser apontado para o corpo do violino ou para os ‘efes’¹, etc.
Microfones são transdutores eletroacústicos que transformam energia acústica em energia elétrica através do deslocamento de membranas, fitas, diafragmas ou outros componentes que captem vibrações sonoras. São classificados em diversas categorias, cada uma com sua aplicação específica:
-Dinâmicos – utilizam o eletromagnetismo. Possuem diafragma, bobina móvel e imã.
-De fita – uma fita muito fina vibra sob um campo magnético, gerando uma pequena tensão em suas extremidades. Necessita de um pré-amplificador.
-Eletromagnéticos de imã móvel – possuem bobina fixa.
-Diferenciais (canceladores de ruído) – possuem duas cápsulas montadas em oposição, com polaridades invertidas, ocasionando cancelamento de fase.
-Condensadores – utilizam o princípio eletrostático. Necessita alguma alimentação como pilha, bateria, fonte externa ou sistema ‘phantom power’.²
Cada modelo de microfone abrange uma gama de freqüências específicas. Quando um microfone cobre toda a faixa de freqüências (de 20Hz a 20 KHz), consideramos este um microfone de resposta ‘plana’ (flat).
Obviamente, Pedrinho não sabia de todos esses detalhes técnicos, mas percebeu o quanto isso poderia afetar o resultado final de seu trabalho. A gravação de uma obra em CD apresenta um caráter especial, diferentemente da performance ao vivo; seu registro será um legado para a posteridade, será conferida por ouvintes distintos em lugares e épocas diferente. Esses fatores já compõem argumento mais que suficiente para encarar a tarefa com todo o cuidado e responsabilidade possível. Uma vez registrado o violino de Pedrinho naquela gravação, após mixado e masterizado o CD, estará ali impresso definitivamente uma amostra de sua personalidade musical no que diz respeito a sua técnica, interpretação e o timbre do seu instrumento.
Por força da situação, Pedrinho achou prudente delegar a escolha do equipamento ao próprio técnico, confiando em sua experiência na captação de instrumentos de toda espécie.
Já a postos para começar a gravar, levaria ainda alguns minutos até que músico e técnico encontrassem a configuração perfeita para a tarefa; posição do microfone, distância da fonte sonora, equalização, compressão etc. Em seguida viria a grande prova de fogo para Pedrinho: ao sinal de ‘ok’ do técnico do outro lado do vidro do ‘aquário’, é liberado em seu fone de ouvido, o áudio da música a ser gravada, um ‘play-back’³ no qual Pedrinho se guiará para registrar sua trilha de violino. Neste momento ele percebe como é intimidador para um iniciante, executar uma obra nesta situação, em estúdio profissional sob olhares do produtor de outros músicos, tendo que tocar com precisão próxima da perfeição, com limitações de movimentos corporais, nervosismo, tempo passando...
O fato é que esta foi uma grande oportunidade para Pedrinho experimentar esta outra faceta da vida de um músico profissional. Com a prática, a fluência se torna mais natural e o rendimento nas sessões de gravação é muito mais positivo, sem contar o conhecimento técnico adquirido nesse meio em relação à microfonação, ambiência, equalização e processamento de efeitos como reverb e compressores.
Durante um ensaio com sua banda, Pedrinho ouviu uma conversa paralela entre seus companheiros na qual um deles comentou que passaria quatro dias em função de uma gravação de um artista que lançaria seu CD em breve. Seriam sessões de gravação em grande estúdio da cidade, pagariam o músico por hora trabalhada. Inevitavelmente, Pedrinho começou a imaginar a possibilidade de se inserir no meio. Na primeira oportunidade, abordou seu companheiro a respeito do assunto, se disse interessado em entrar no mercado de músicos de estúdio e colheu informações importantes com o colega. Uma das instruções que recebeu através do amigo foi procurar um determinado músico que estava produzindo uma cantora gospel, cujo trabalho necessitava da participação de um violinista em algumas músicas. Pedrinho chegou na hora e lugar certos; foi convidado imediatamente a participar. Recebeu gravações prévias das músicas que iria participar e as partituras para estudar com antecedência. Teria uma semana para praticar as partes de violino ‘em cima’ da gravação, que foi entregue só com as bases e uma voz guia.
Dias depois, nosso amigo adentrou o estúdio para começar os trabalhos. O técnico se dirige a Pedrinho e pergunta qual microfone ele prefere entre três opções: Shure SM81; Neumann U87 ou AKG C414. E agora?
Microfonar um instrumento é uma ciência que requer cuidados especiais. No caso de um violinista, deve-se levar em conta o posicionamento, ou seja, o músico precisará executar as músicas com muito pouco ou nenhum movimento corporal para não sair do campo de atuação do microfone e não alterar o timbre captado com fidelidade com muito custo. Deverá ter cuidado com ruídos extras, inclusive a sua respiração. O posicionamento exato do microfone por si só já é uma tarefa delicada, pois existem diversas possibilidades que devem ser testadas. O microfone pode ser posicionado a 60, 40 ou 30 cm. acima do instrumento, pode ser apontado para o corpo do violino ou para os ‘efes’¹, etc.
Microfones são transdutores eletroacústicos que transformam energia acústica em energia elétrica através do deslocamento de membranas, fitas, diafragmas ou outros componentes que captem vibrações sonoras. São classificados em diversas categorias, cada uma com sua aplicação específica:
-Dinâmicos – utilizam o eletromagnetismo. Possuem diafragma, bobina móvel e imã.
-De fita – uma fita muito fina vibra sob um campo magnético, gerando uma pequena tensão em suas extremidades. Necessita de um pré-amplificador.
-Eletromagnéticos de imã móvel – possuem bobina fixa.
-Diferenciais (canceladores de ruído) – possuem duas cápsulas montadas em oposição, com polaridades invertidas, ocasionando cancelamento de fase.
-Condensadores – utilizam o princípio eletrostático. Necessita alguma alimentação como pilha, bateria, fonte externa ou sistema ‘phantom power’.²
Cada modelo de microfone abrange uma gama de freqüências específicas. Quando um microfone cobre toda a faixa de freqüências (de 20Hz a 20 KHz), consideramos este um microfone de resposta ‘plana’ (flat).
Obviamente, Pedrinho não sabia de todos esses detalhes técnicos, mas percebeu o quanto isso poderia afetar o resultado final de seu trabalho. A gravação de uma obra em CD apresenta um caráter especial, diferentemente da performance ao vivo; seu registro será um legado para a posteridade, será conferida por ouvintes distintos em lugares e épocas diferente. Esses fatores já compõem argumento mais que suficiente para encarar a tarefa com todo o cuidado e responsabilidade possível. Uma vez registrado o violino de Pedrinho naquela gravação, após mixado e masterizado o CD, estará ali impresso definitivamente uma amostra de sua personalidade musical no que diz respeito a sua técnica, interpretação e o timbre do seu instrumento.
Por força da situação, Pedrinho achou prudente delegar a escolha do equipamento ao próprio técnico, confiando em sua experiência na captação de instrumentos de toda espécie.
Já a postos para começar a gravar, levaria ainda alguns minutos até que músico e técnico encontrassem a configuração perfeita para a tarefa; posição do microfone, distância da fonte sonora, equalização, compressão etc. Em seguida viria a grande prova de fogo para Pedrinho: ao sinal de ‘ok’ do técnico do outro lado do vidro do ‘aquário’, é liberado em seu fone de ouvido, o áudio da música a ser gravada, um ‘play-back’³ no qual Pedrinho se guiará para registrar sua trilha de violino. Neste momento ele percebe como é intimidador para um iniciante, executar uma obra nesta situação, em estúdio profissional sob olhares do produtor de outros músicos, tendo que tocar com precisão próxima da perfeição, com limitações de movimentos corporais, nervosismo, tempo passando...
O fato é que esta foi uma grande oportunidade para Pedrinho experimentar esta outra faceta da vida de um músico profissional. Com a prática, a fluência se torna mais natural e o rendimento nas sessões de gravação é muito mais positivo, sem contar o conhecimento técnico adquirido nesse meio em relação à microfonação, ambiência, equalização e processamento de efeitos como reverb e compressores.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Mão na massa....(cont.)
O violino é um instrumento que apresenta uma vasta gama de freqüências. Sua nota fundamental mais grave (Sol 2) apresenta uma freqüência de 196 Hz e nas altas pode chegar até a 3000 Hz (Fá#6).
Uma corda tocada fortemente por uma arco pode produzir vinte ou mais harmônicos. A utilização do arco como ferramenta timbrística é fundamental na arte tocar o violino. A força, velocidade e ponto de atrito interferem na qualidade sonora. O instrumento de Pedrinho está equipado com um captador, que nada mais é do que um transdutor sensível à vibração do instrumento, diferente dos microfones, que captam as vibrações de ondas conduzidas pelo ar.
No caso de Pedrinho, seu captador é do tipo piezo-elétrico. Este equipamento utiliza-se de cristais (quartzo, titanato de bário ou titanato de chumbo) que submetidos à tração, vibração ou compressão, gera uma diferença de tensão elétrica entre suas extremidades. A esse fenômeno dá-se o nome de efeito piezo-elétrico. Estes captadores se dividem em ativos e passivos. As características dos captadores se assemelham às dos microfones, no que se refere a respostas em freqüências, ruídos e tipos de alimentação.
O fato é que o músico no ambiente de ensaio, show ou gravação, geralmente terá uma preocupação básica; fazer com que seu instrumento soe amplificado o mais próximo possível de seu timbre ‘natural’. No caso peculiar de um violino, devemos ter em mente que será uma tarefa não muito simples. Tocando em grupo, envolvido por intensa massa sonora, o músico pode, por força da circunstância, afetar até mesmo sua maneira de interpretar, alterando seu ataque às cordas, por exemplo, na ânsia de se ouvir melhor. Por isso torna-se vital o conhecimento técnico das características timbrísticas de seu instrumento, pois a solução para essa situação pode estar no simples ajuste de determinadas freqüências do espectro de atuação do violino. Outro detalhe que sempre deverá ser levado em conta é o ambiente em questão. O tratamento sonoro de um estúdio é muito diferente de salão de um clube por exemplo. Certos procedimentos aplicados ao estúdio terão que ser reavaliados em caso de show ao vivo.
Pedrinho do violino tem a vantagem de trabalhar com captador ao invés de microfone; além de ser mais simples o ajuste de som, possibilita maior mobilidade ao músico no palco. Quanto ao timbre do violino no estúdio de ensaio, com o tempo músico e técnico foram chegando a um resultado satisfatório na equalização. Uma vez encontrados os parâmetros de freqüências, nos ensaios subseqüentes bastarão pequenos ajustes para chegar ao resultado adequado.
Algumas semanas depois, dia de show! Pedrinho já está com o repertório em dia, set-list³ impresso para colocar à sua frente no palco, em posição discreta só para se guiar nas seqüências das músicas, roteiro do show combinado, tudo em ordem, apesar do nervosismo. Chaga ao local do evento ainda durante a tarde para passagem de som, o show será à noite. Na passagem de som, a primeira impressão é incômoda, pois todo o trabalho de ajustes realizados em estúdio aparentemente teriam que ser refeitos, em questão de minutos e com todo o tumulto que envolve a produção de um evento dessa ordem, com montagem de equipamento, decoração, buffet, tudo ao mesmo tempo em um imenso salão de um clube. Além disso, o músico terá que se localizar no palco, interagir de forma prática e direta com o operador de som para encontrar o melhor som do instrumento, se posicionar em frente ao seu monitor, que será a sua fonte sonora confiável durante a apresentação. Em seguida, a banda inteira fará um breve ensaio para ajustes finais, se recolherá aos bastidores e começarão a se preparar para entrar em cena mais tarde. Hora de conferir figurinos, afinações dos instrumentos, alimentação etc.
Hora do show! Difícil conter o nervosismo, misturado à ansiedade. Aos primeiros acordes da banda, luzes explodindo por todos os lados, platéia cheia, animadíssima, Pedrinho experimenta as sensações inéditas de participar de um show bem produzido; o nervosismo inicial começa a dar espaço ao prazer de perceber toda a estrutura funcionando a contento. Alguns momentos tensos são normais como um pedido aflito de retorno por parte de algum membro da banda, uma sobra de freqüência grave rapidamente detectada e eliminada pelo técnico, algum erro quase imperceptível em algumas músicas etc. O saldo final é bastante animador, pois Pedrinho de certa forma está inserido neste mercado novo para ele até então. Está em uma banda ‘séria’, conseguiu se adaptar sem grandes dificuldades e ainda pode contar com uma renda que, se ainda não pode ser considerada estável, pelo menos vai fornecer algum suporte, até que Pedrinho encontre outros horizontes de atuação na música.
Uma corda tocada fortemente por uma arco pode produzir vinte ou mais harmônicos. A utilização do arco como ferramenta timbrística é fundamental na arte tocar o violino. A força, velocidade e ponto de atrito interferem na qualidade sonora. O instrumento de Pedrinho está equipado com um captador, que nada mais é do que um transdutor sensível à vibração do instrumento, diferente dos microfones, que captam as vibrações de ondas conduzidas pelo ar.
No caso de Pedrinho, seu captador é do tipo piezo-elétrico. Este equipamento utiliza-se de cristais (quartzo, titanato de bário ou titanato de chumbo) que submetidos à tração, vibração ou compressão, gera uma diferença de tensão elétrica entre suas extremidades. A esse fenômeno dá-se o nome de efeito piezo-elétrico. Estes captadores se dividem em ativos e passivos. As características dos captadores se assemelham às dos microfones, no que se refere a respostas em freqüências, ruídos e tipos de alimentação.
O fato é que o músico no ambiente de ensaio, show ou gravação, geralmente terá uma preocupação básica; fazer com que seu instrumento soe amplificado o mais próximo possível de seu timbre ‘natural’. No caso peculiar de um violino, devemos ter em mente que será uma tarefa não muito simples. Tocando em grupo, envolvido por intensa massa sonora, o músico pode, por força da circunstância, afetar até mesmo sua maneira de interpretar, alterando seu ataque às cordas, por exemplo, na ânsia de se ouvir melhor. Por isso torna-se vital o conhecimento técnico das características timbrísticas de seu instrumento, pois a solução para essa situação pode estar no simples ajuste de determinadas freqüências do espectro de atuação do violino. Outro detalhe que sempre deverá ser levado em conta é o ambiente em questão. O tratamento sonoro de um estúdio é muito diferente de salão de um clube por exemplo. Certos procedimentos aplicados ao estúdio terão que ser reavaliados em caso de show ao vivo.
Pedrinho do violino tem a vantagem de trabalhar com captador ao invés de microfone; além de ser mais simples o ajuste de som, possibilita maior mobilidade ao músico no palco. Quanto ao timbre do violino no estúdio de ensaio, com o tempo músico e técnico foram chegando a um resultado satisfatório na equalização. Uma vez encontrados os parâmetros de freqüências, nos ensaios subseqüentes bastarão pequenos ajustes para chegar ao resultado adequado.
Algumas semanas depois, dia de show! Pedrinho já está com o repertório em dia, set-list³ impresso para colocar à sua frente no palco, em posição discreta só para se guiar nas seqüências das músicas, roteiro do show combinado, tudo em ordem, apesar do nervosismo. Chaga ao local do evento ainda durante a tarde para passagem de som, o show será à noite. Na passagem de som, a primeira impressão é incômoda, pois todo o trabalho de ajustes realizados em estúdio aparentemente teriam que ser refeitos, em questão de minutos e com todo o tumulto que envolve a produção de um evento dessa ordem, com montagem de equipamento, decoração, buffet, tudo ao mesmo tempo em um imenso salão de um clube. Além disso, o músico terá que se localizar no palco, interagir de forma prática e direta com o operador de som para encontrar o melhor som do instrumento, se posicionar em frente ao seu monitor, que será a sua fonte sonora confiável durante a apresentação. Em seguida, a banda inteira fará um breve ensaio para ajustes finais, se recolherá aos bastidores e começarão a se preparar para entrar em cena mais tarde. Hora de conferir figurinos, afinações dos instrumentos, alimentação etc.
Hora do show! Difícil conter o nervosismo, misturado à ansiedade. Aos primeiros acordes da banda, luzes explodindo por todos os lados, platéia cheia, animadíssima, Pedrinho experimenta as sensações inéditas de participar de um show bem produzido; o nervosismo inicial começa a dar espaço ao prazer de perceber toda a estrutura funcionando a contento. Alguns momentos tensos são normais como um pedido aflito de retorno por parte de algum membro da banda, uma sobra de freqüência grave rapidamente detectada e eliminada pelo técnico, algum erro quase imperceptível em algumas músicas etc. O saldo final é bastante animador, pois Pedrinho de certa forma está inserido neste mercado novo para ele até então. Está em uma banda ‘séria’, conseguiu se adaptar sem grandes dificuldades e ainda pode contar com uma renda que, se ainda não pode ser considerada estável, pelo menos vai fornecer algum suporte, até que Pedrinho encontre outros horizontes de atuação na música.
Vida de músico (6) - Mão na massa...
‘Um fato é inegável; o ambiente universitário proporciona muitas possibilidades de trabalho. Eis que nosso amigo Pedrinho do Violino, numa dessas conversas de corredor, soube que um amigo estava com intenção de incorporar um violinista à sua banda de bailes!’
Trata-se de uma ‘gig’ bastante profissional, com shows agendados quase todos os finais de semana em eventos que incluíam formaturas, casamentos e bar-mitzvás¹ por exemplo. Entre os compromissos estavam os ensaios, dois por semana em estúdios que cobravam por hora. Pedrinho ainda não conseguia ordenar os fatos em sua cabeça; quanto será que eles pagam aos músicos? Quem paga o estúdio? Será que minhas roupas servirão para esse trabalho?
Não há outra maneira de saber estes detalhes senão conversar, negociar com o responsável pela banda e avaliar a situação. Uma banda profissional como esta, costuma fazer de quatro a oito eventos por mês em média. Claro que devemos levar em consideração que podem ocorrer meses com pouca atividade e outros muito movimentados, como no caso de haver muitos feriados por exemplo. No caso do Pedrinho, ele não sabe e provavelmente nunca saberá quanto o produtor/empresário da banda cobra para fazer um evento de médio ou grande porte, mas ele já foi informado de antemão que seu cachê será sempre entre trezentos e quatrocentos e cinqüenta reais por show, fato que o deixou bastante animado. Ele não terá despesas com a banda além de seu transporte para os ensaios. Estes serão pagos pela própria banda, que sempre separa uma margem dos cachês como reserva para cobrir as despesas mensais de estúdio.
Cabe ao produtor da banda interpelar o aspirante à vaga em sua banda em questões como, disponibilidade de tempo para ensaio, viagens, seu equipamento etc. Os trajes para os eventos geralmente são esporte-fino ou mesmo terno e gravata. Quando for algum tipo de festa temática como reveillon, bailes à fantasia por exemplo, obviamente serão preparados figurinos para a ocasião.
Se Pedrinho já estava pensando em ‘turbinar’ seu instrumento para poder amplificar seu som, agora é a hora.
Os trabalhos começam logo, mas longe dos palcos. Pedrinho recebe uma lista com as músicas que compõem o repertório da banda, mais de cinqüenta! Seu primeiro trabalho será obter as gravações delas rapidamente e ‘tirar’ suas partes de violino o mais próximo possível do original. Seria melhor decorá-las para que não fique dependente de leitura de partituras. Nos palcos das bandas de festas, as estantes atrapalham e não ajudam muito na composição visual, melhor se não precisar delas.
Pedrinho terá que lançar mão de um recurso polêmico, porém muito praticado em todo mundo; ‘baixar’ as músicas pela internet. Muito se discute sobre a legalidade deste procedimento, mas o fato é que este é apenas mais um aspecto da revolução que a internet ainda exerce no mundo atual. Toda a classe artística está revendo seus conceitos para se adaptar a essa realidade, já que as tentativas de conter este movimento se mostraram infrutíferas. Mais adiante voltaremos a esse assunto.
Voltando ao caso do Pedrinho, ele já tem alguma intimidade com essa prática de compartilhamento de arquivos digitais. Sua tarefa agora será acessar seus programas e ‘sites’ que possibilitam fazer ‘download’ de arquivos em mp3. Alguns deles são o E-mule, U-Torrent e o ‘site’ 4-Shared. Com se trata de mais de cinqüenta músicas, ele terá que utilizar mais de um recurso simultaneamente, pois algumas músicas são mais difíceis de encontrar do que outras. Na medida em que vai arquivando músicas em mp3 no seu computador, já pode começar a ‘dissecar’ uma de cada vez, ensaiando sozinho em seu quarto suas partes de violino. Às vezes ele se deparava com peças bastante complicadas, com execução peculiar ou solos muito rápidos. Sente necessidade de mais informações sobre o artista em questão. Foi então que ele se lembrou de uma ferramenta muito utilizada em todo mundo, um achado no mundo virtual, o Youtube! Quantas horas ele passou sentado em seu quarto assistindo aqueles milhares de vídeos apenas por entretenimento ou observando orquestras sinfônicas ao redor do mundo executando lindamente aquelas obras eternas!
Já que é possível encontrar quase tudo no Youtube, por que não procurar demonstrações de violinistas famosos ou anônimos executando aquelas peças que ele precisa aprender rápido? Bastou digitar no topo da página os títulos das músicas ou os artistas e pronto; instantaneamente aparecem dezenas de vídeos relacionados. Agora Pedrinho pode mesclar sua interpretação com algumas idéias interessantes que ele observou pelos vídeos, otimizando seu trabalho.
Na semana seguinte acontecerá seu primeiro ensaio com a banda e Pedrinho ficou encarregado de chegar com vinte e duas músicas ‘embaixo dos dedos’, algumas com solos de violino, outras apenas com frases discretas.
Chegou o dia! Pedrinho está no estúdio com toda a banda reunida, falatório, cabos espalhados, ruídos de toda espécie enquanto se afinam instrumentos, regulagens de microfones dos cantores...
Hora de ‘passar’ o som do violino, sorte que Pedrinho chegou com tudo em cima, captador instalado no instrumento, cordas novas etc. Do outro lado do vidro o operador quer saber o que Pedrinho precisa; volume, retorno, reverb², agudo. Pedrinho não consegue pensar em uma resposta específica, sente que está bom e pronto. Começa a primeira música e ele nota com espanto a massa sonora furiosa, todos tocando com força em um ambiente minúsculo. Ele está seguro para executar suas partes, mas o momento do seu solo chega e passa, de forma que ele quase não escutou o que tocou. Durante o ensaio, ele precisou pedir mais volume para o violino, o que acarretou desagradáveis ruídos, a microfonia que tanto irrita os músicos e o ouvinte. Para aprender a domar esse problema, será preciso por parte de Pedrinho e do técnico de som, um maior cuidado com a equalização do instrumento, já que é a primeira vez que a banda trabalha com um violino de verdade; antes o tecladista se encarregava de simular o timbre das cordas. Para isso, se faz necessário um aprofundamento nas características acústicas do instrumento.
Trata-se de uma ‘gig’ bastante profissional, com shows agendados quase todos os finais de semana em eventos que incluíam formaturas, casamentos e bar-mitzvás¹ por exemplo. Entre os compromissos estavam os ensaios, dois por semana em estúdios que cobravam por hora. Pedrinho ainda não conseguia ordenar os fatos em sua cabeça; quanto será que eles pagam aos músicos? Quem paga o estúdio? Será que minhas roupas servirão para esse trabalho?
Não há outra maneira de saber estes detalhes senão conversar, negociar com o responsável pela banda e avaliar a situação. Uma banda profissional como esta, costuma fazer de quatro a oito eventos por mês em média. Claro que devemos levar em consideração que podem ocorrer meses com pouca atividade e outros muito movimentados, como no caso de haver muitos feriados por exemplo. No caso do Pedrinho, ele não sabe e provavelmente nunca saberá quanto o produtor/empresário da banda cobra para fazer um evento de médio ou grande porte, mas ele já foi informado de antemão que seu cachê será sempre entre trezentos e quatrocentos e cinqüenta reais por show, fato que o deixou bastante animado. Ele não terá despesas com a banda além de seu transporte para os ensaios. Estes serão pagos pela própria banda, que sempre separa uma margem dos cachês como reserva para cobrir as despesas mensais de estúdio.
Cabe ao produtor da banda interpelar o aspirante à vaga em sua banda em questões como, disponibilidade de tempo para ensaio, viagens, seu equipamento etc. Os trajes para os eventos geralmente são esporte-fino ou mesmo terno e gravata. Quando for algum tipo de festa temática como reveillon, bailes à fantasia por exemplo, obviamente serão preparados figurinos para a ocasião.
Se Pedrinho já estava pensando em ‘turbinar’ seu instrumento para poder amplificar seu som, agora é a hora.
Os trabalhos começam logo, mas longe dos palcos. Pedrinho recebe uma lista com as músicas que compõem o repertório da banda, mais de cinqüenta! Seu primeiro trabalho será obter as gravações delas rapidamente e ‘tirar’ suas partes de violino o mais próximo possível do original. Seria melhor decorá-las para que não fique dependente de leitura de partituras. Nos palcos das bandas de festas, as estantes atrapalham e não ajudam muito na composição visual, melhor se não precisar delas.
Pedrinho terá que lançar mão de um recurso polêmico, porém muito praticado em todo mundo; ‘baixar’ as músicas pela internet. Muito se discute sobre a legalidade deste procedimento, mas o fato é que este é apenas mais um aspecto da revolução que a internet ainda exerce no mundo atual. Toda a classe artística está revendo seus conceitos para se adaptar a essa realidade, já que as tentativas de conter este movimento se mostraram infrutíferas. Mais adiante voltaremos a esse assunto.
Voltando ao caso do Pedrinho, ele já tem alguma intimidade com essa prática de compartilhamento de arquivos digitais. Sua tarefa agora será acessar seus programas e ‘sites’ que possibilitam fazer ‘download’ de arquivos em mp3. Alguns deles são o E-mule, U-Torrent e o ‘site’ 4-Shared. Com se trata de mais de cinqüenta músicas, ele terá que utilizar mais de um recurso simultaneamente, pois algumas músicas são mais difíceis de encontrar do que outras. Na medida em que vai arquivando músicas em mp3 no seu computador, já pode começar a ‘dissecar’ uma de cada vez, ensaiando sozinho em seu quarto suas partes de violino. Às vezes ele se deparava com peças bastante complicadas, com execução peculiar ou solos muito rápidos. Sente necessidade de mais informações sobre o artista em questão. Foi então que ele se lembrou de uma ferramenta muito utilizada em todo mundo, um achado no mundo virtual, o Youtube! Quantas horas ele passou sentado em seu quarto assistindo aqueles milhares de vídeos apenas por entretenimento ou observando orquestras sinfônicas ao redor do mundo executando lindamente aquelas obras eternas!
Já que é possível encontrar quase tudo no Youtube, por que não procurar demonstrações de violinistas famosos ou anônimos executando aquelas peças que ele precisa aprender rápido? Bastou digitar no topo da página os títulos das músicas ou os artistas e pronto; instantaneamente aparecem dezenas de vídeos relacionados. Agora Pedrinho pode mesclar sua interpretação com algumas idéias interessantes que ele observou pelos vídeos, otimizando seu trabalho.
Na semana seguinte acontecerá seu primeiro ensaio com a banda e Pedrinho ficou encarregado de chegar com vinte e duas músicas ‘embaixo dos dedos’, algumas com solos de violino, outras apenas com frases discretas.
Chegou o dia! Pedrinho está no estúdio com toda a banda reunida, falatório, cabos espalhados, ruídos de toda espécie enquanto se afinam instrumentos, regulagens de microfones dos cantores...
Hora de ‘passar’ o som do violino, sorte que Pedrinho chegou com tudo em cima, captador instalado no instrumento, cordas novas etc. Do outro lado do vidro o operador quer saber o que Pedrinho precisa; volume, retorno, reverb², agudo. Pedrinho não consegue pensar em uma resposta específica, sente que está bom e pronto. Começa a primeira música e ele nota com espanto a massa sonora furiosa, todos tocando com força em um ambiente minúsculo. Ele está seguro para executar suas partes, mas o momento do seu solo chega e passa, de forma que ele quase não escutou o que tocou. Durante o ensaio, ele precisou pedir mais volume para o violino, o que acarretou desagradáveis ruídos, a microfonia que tanto irrita os músicos e o ouvinte. Para aprender a domar esse problema, será preciso por parte de Pedrinho e do técnico de som, um maior cuidado com a equalização do instrumento, já que é a primeira vez que a banda trabalha com um violino de verdade; antes o tecladista se encarregava de simular o timbre das cordas. Para isso, se faz necessário um aprofundamento nas características acústicas do instrumento.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Vida de músico (5) - Pesquisa de mercado...
“Pedrinho do violino tem pensado muito na possibilidade de fazer carreira na música popular. Afinal, quem disse que músico foi feito pra viver de roupa preta bem passada executando repertório de cem, duzentos anos atrás? É fato que seu instrumento não se enquadra facilmente no contexto da música pop; guitarras, contra-baixos elétricos, baterias, teclados modernosos. Mas há a chance de se inserir no meio se ele for criativo, arrojado e apresentar uma postura diferenciada. “
Pedrinho se mantém antenado na medida do possível, com seus 21 anos de idade não pôde passar incólume à influência das redes de televisão voltadas à música pop e seus vídeo-clipes mirabolantes. Foi numa delas que ele se deparou com vídeos de bandas como The Verve, The Corrs, The Black Eyed Peas, Aerosmith e notou que tais bandas conseguiam utilizar o violino, ou cordas em geral, em suas composições destinadas ao grande mercado pop. Isso sem contar no sem número de artistas que exploram timbres de cordas com seus teclados cada vez mais modernos, mas isso outro assunto.
A primeira impressão que surge é a de que seu instrumento na mão desses artistas se mostra substancialmente reformulado. Nas mãos do Pedrinho, seu instrumento ainda se apresenta da mesma maneira que a pelo menos três séculos. Os artistas do grande show-bizz integram um grande espetáculo com seus violinos elétricos super amplificados, luzes, figurinos, coreografias e tudo mais.
Claro que não vamos esquecer que nosso personagem não vive o mundo de sonhos da MTV, é um jovem músico inexperiente nos palcos, tentando a vida nos confins da América do Sul. Ele terá que se situar entre o mundo empoeirado dos grandes compositores clássicos do passado e o eletrizante circo da música pop do século XXI. Aqui no Brasil, já é notório o uso do violino em trabalhos de música religiosa (gospel), sertaneja, MPB e até algumas bandas de rock, no embalo do formato de shows acústicos (unplugged).
É preciso levar em consideração as oportunidades, ainda não se encontram violinistas bons e disponíveis para estes segmentos em qualquer esquina. Sendo assim, por que não tentar esse caminho?
Um bom ponto de partida para começar a rever sua condição seria provavelmente procurar meios de obter o melhor e mais fiel som com seu instrumento, o que certamente envolverá investimento de sua parte. Como se familiarizar de forma ágil e econômica a essa nova configuração de performance no violino? Trabalhar em palcos e estúdios com instrumento amplificado envolve muitos aspectos que contribuem para a qualidade final, partes elétricas, construção, captação, mixagem do canal do instrumento com o restante da banda, o nível do operador se som, etc.
Atualmente no mercado, é possível adquirir violinos elétricos pela faixa de R$500,00. São instrumentos sem caixa de ressonância, com equalizadores embutidos, saídas para headphones entre outros recursos. Mas se o músico for purista o bastante para insistir em manter as características mais próximas possível do padrão clássico, poderá adaptar um bom captador ‘piezo-cerâmico’ em seu instrumento que será plugado diretamente em um amplificador ou mesa de som.
Ao optar por esses caminhos, o músico inevitavelmente precisará coletar informações técnicas que nunca antes se fizeram importantes em seu ambiente musical, até porque na universidade ele não foi iniciado nessas questões. Nesse contexto de atuação em música popular, o artista terá que obter noções de, por exemplo, como se fazer ouvir um pequeno violino em um palco movimentado? Como se ouvir em meio a tantos instrumentos amplificados? Como obter um som fiel do seu instrumento uma vez que ele foi captado por um pequeno microfone ou um cabo, processado por amplificadores, efeitos e ‘jogado’ nas potentes caixas do P.A. , de onde sai toda a massa sonora de uma vez?
Sabemos que, salvo honrosas exceções, o cenário musical que aguarda um iniciante pode apresentar uma precariedade estrutural que, se por uma lado traz algum desânimo e desapontamento, também contribui para o desenvolvimento do lado improvisador do indivíduo, já que ele, em muitos momentos, terá que ‘tirar leite de pedra’ para tocar seus projetos.
Sendo assim, não há outra maneira de adquirir experiência a não ser experimentando.
Pedrinho se mantém antenado na medida do possível, com seus 21 anos de idade não pôde passar incólume à influência das redes de televisão voltadas à música pop e seus vídeo-clipes mirabolantes. Foi numa delas que ele se deparou com vídeos de bandas como The Verve, The Corrs, The Black Eyed Peas, Aerosmith e notou que tais bandas conseguiam utilizar o violino, ou cordas em geral, em suas composições destinadas ao grande mercado pop. Isso sem contar no sem número de artistas que exploram timbres de cordas com seus teclados cada vez mais modernos, mas isso outro assunto.
A primeira impressão que surge é a de que seu instrumento na mão desses artistas se mostra substancialmente reformulado. Nas mãos do Pedrinho, seu instrumento ainda se apresenta da mesma maneira que a pelo menos três séculos. Os artistas do grande show-bizz integram um grande espetáculo com seus violinos elétricos super amplificados, luzes, figurinos, coreografias e tudo mais.
Claro que não vamos esquecer que nosso personagem não vive o mundo de sonhos da MTV, é um jovem músico inexperiente nos palcos, tentando a vida nos confins da América do Sul. Ele terá que se situar entre o mundo empoeirado dos grandes compositores clássicos do passado e o eletrizante circo da música pop do século XXI. Aqui no Brasil, já é notório o uso do violino em trabalhos de música religiosa (gospel), sertaneja, MPB e até algumas bandas de rock, no embalo do formato de shows acústicos (unplugged).
É preciso levar em consideração as oportunidades, ainda não se encontram violinistas bons e disponíveis para estes segmentos em qualquer esquina. Sendo assim, por que não tentar esse caminho?
Um bom ponto de partida para começar a rever sua condição seria provavelmente procurar meios de obter o melhor e mais fiel som com seu instrumento, o que certamente envolverá investimento de sua parte. Como se familiarizar de forma ágil e econômica a essa nova configuração de performance no violino? Trabalhar em palcos e estúdios com instrumento amplificado envolve muitos aspectos que contribuem para a qualidade final, partes elétricas, construção, captação, mixagem do canal do instrumento com o restante da banda, o nível do operador se som, etc.
Atualmente no mercado, é possível adquirir violinos elétricos pela faixa de R$500,00. São instrumentos sem caixa de ressonância, com equalizadores embutidos, saídas para headphones entre outros recursos. Mas se o músico for purista o bastante para insistir em manter as características mais próximas possível do padrão clássico, poderá adaptar um bom captador ‘piezo-cerâmico’ em seu instrumento que será plugado diretamente em um amplificador ou mesa de som.
Ao optar por esses caminhos, o músico inevitavelmente precisará coletar informações técnicas que nunca antes se fizeram importantes em seu ambiente musical, até porque na universidade ele não foi iniciado nessas questões. Nesse contexto de atuação em música popular, o artista terá que obter noções de, por exemplo, como se fazer ouvir um pequeno violino em um palco movimentado? Como se ouvir em meio a tantos instrumentos amplificados? Como obter um som fiel do seu instrumento uma vez que ele foi captado por um pequeno microfone ou um cabo, processado por amplificadores, efeitos e ‘jogado’ nas potentes caixas do P.A. , de onde sai toda a massa sonora de uma vez?
Sabemos que, salvo honrosas exceções, o cenário musical que aguarda um iniciante pode apresentar uma precariedade estrutural que, se por uma lado traz algum desânimo e desapontamento, também contribui para o desenvolvimento do lado improvisador do indivíduo, já que ele, em muitos momentos, terá que ‘tirar leite de pedra’ para tocar seus projetos.
Sendo assim, não há outra maneira de adquirir experiência a não ser experimentando.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Vida de músico (4) - Caindo na real!
-“Pronto! Agora Pedrinho do Violino está formado em música! Foram quatro anos de trabalho duro em cima do instrumento, horas de prática, dezenas de peças executadas, leitura afiada, apresentações no teatro da faculdade...”
Mas um pensamento desde já o acompanha em todos os momentos; e agora?
Ele é um profissional, profissionais tem por regra encontrar seu nicho mercado de trabalho, se colocar de forma promissora, prosperar, vencer! Deixar de viver às custas dos pais! Pelo menos é assim que a vida se apresenta desde cedo. Mas sua ferramenta de trabalho é um belo e pequeno instrumento de cordas e arco. Geralmente atua acompanhado por diversos outros em uma orquestra. Como as orquestras trabalham? Quanto se ganha? Não é muito comum ver alguém tocando violino no Domingão do Faustão, na MTV, em mega-shows na Apoteose. Nem mesmo nas gravações das paradas de sucesso costumamos ouvir aquele belo timbre agudo aveludado! Mas então, pra onde correr?
Integrar o naipe de cordas de uma orquestra sinfônica pode ser uma possibilidade mais que interessante. O ex-maestro da Osesp John Neschling costumava declarar, para espanto de todos; ‘tocar na orquestra é tão difícil quanto ser presidente da República’. Tal declaração encontra fundamento quando se observa alguns dados. Entre 2008 e 2010, duas vagas do naipe de cordas da Osesp estiveram ociosas. O salário oferecido era de R$ 10.300,00 com direito a décimo terceiro, plano de saúde e seis semanas de férias. Simplesmente nenhum candidato fora aprovado até então. Até mesmo para estrangeiros a cobrança é altíssima. O americano Matthew Thorpe, integrante da casa desde 1998 confessa que precisou de seis tentativas até ser promovido a assistente do chefe dos segundos-violinos.
Segundo ele, vinte dos trinta violinistas da Osesp são estrangeiros, o que deixa claro a falta de profissionais brasileiros qualificados para o posto.
Voltando ao caso do nosso amigo Pedrinho do Violino, será que ele terá mais tempo e dedicação para cumprir exigências tão severas? Poderá ele apostar em sua cota de talento para focar esse objetivo em sua vida?
No caso da Osesp, o processo de seleção por si só já é intimidador. Na primeira fase, além do currículo, o candidato deve enviar um CD ou DVD com o registro de alguma peça executada por ele. Se for aprovado, terá que enfrentar duas audições com o maestro e chefes de naipe. Ainda assim, se o músico não convencer plenamente, ele poderá passar por um período de experiência de três meses. Como se não bastasse, os selecionados passam por um ano ‘probatório’ durante o qual poderão ser demitidos se houver algum deslize. Tudo isso já seria o bastante para um possível candidato já ter em mente a possibilidade de falha na empreitada.
Ainda há outro ponto bem menos ‘formal’ a ser considerado que poderia ajudar ou atrapalhar de vez nosso candidato; o gênio do ente superior da instituição. Existem histórias relacionadas ao citado ex-maestro que dão conta de seu comportamento polêmico. Quando se desentendia com algum músico, substituía-o por outro que mais se alinhasse com sua visão.
Realmente são muitos aspectos a levar em consideração na hora de optar por esta carreira. Os atrativos são incontestes, principalmente a estabilidade, algo difícil de se conquistar no meio musical. Mas a possibilidade de nosso amigo Pedrinho do Violino começar a pensar em outros planos é bastante aceitável.
Mas um pensamento desde já o acompanha em todos os momentos; e agora?
Ele é um profissional, profissionais tem por regra encontrar seu nicho mercado de trabalho, se colocar de forma promissora, prosperar, vencer! Deixar de viver às custas dos pais! Pelo menos é assim que a vida se apresenta desde cedo. Mas sua ferramenta de trabalho é um belo e pequeno instrumento de cordas e arco. Geralmente atua acompanhado por diversos outros em uma orquestra. Como as orquestras trabalham? Quanto se ganha? Não é muito comum ver alguém tocando violino no Domingão do Faustão, na MTV, em mega-shows na Apoteose. Nem mesmo nas gravações das paradas de sucesso costumamos ouvir aquele belo timbre agudo aveludado! Mas então, pra onde correr?
Integrar o naipe de cordas de uma orquestra sinfônica pode ser uma possibilidade mais que interessante. O ex-maestro da Osesp John Neschling costumava declarar, para espanto de todos; ‘tocar na orquestra é tão difícil quanto ser presidente da República’. Tal declaração encontra fundamento quando se observa alguns dados. Entre 2008 e 2010, duas vagas do naipe de cordas da Osesp estiveram ociosas. O salário oferecido era de R$ 10.300,00 com direito a décimo terceiro, plano de saúde e seis semanas de férias. Simplesmente nenhum candidato fora aprovado até então. Até mesmo para estrangeiros a cobrança é altíssima. O americano Matthew Thorpe, integrante da casa desde 1998 confessa que precisou de seis tentativas até ser promovido a assistente do chefe dos segundos-violinos.
Segundo ele, vinte dos trinta violinistas da Osesp são estrangeiros, o que deixa claro a falta de profissionais brasileiros qualificados para o posto.
Voltando ao caso do nosso amigo Pedrinho do Violino, será que ele terá mais tempo e dedicação para cumprir exigências tão severas? Poderá ele apostar em sua cota de talento para focar esse objetivo em sua vida?
No caso da Osesp, o processo de seleção por si só já é intimidador. Na primeira fase, além do currículo, o candidato deve enviar um CD ou DVD com o registro de alguma peça executada por ele. Se for aprovado, terá que enfrentar duas audições com o maestro e chefes de naipe. Ainda assim, se o músico não convencer plenamente, ele poderá passar por um período de experiência de três meses. Como se não bastasse, os selecionados passam por um ano ‘probatório’ durante o qual poderão ser demitidos se houver algum deslize. Tudo isso já seria o bastante para um possível candidato já ter em mente a possibilidade de falha na empreitada.
Ainda há outro ponto bem menos ‘formal’ a ser considerado que poderia ajudar ou atrapalhar de vez nosso candidato; o gênio do ente superior da instituição. Existem histórias relacionadas ao citado ex-maestro que dão conta de seu comportamento polêmico. Quando se desentendia com algum músico, substituía-o por outro que mais se alinhasse com sua visão.
Realmente são muitos aspectos a levar em consideração na hora de optar por esta carreira. Os atrativos são incontestes, principalmente a estabilidade, algo difícil de se conquistar no meio musical. Mas a possibilidade de nosso amigo Pedrinho do Violino começar a pensar em outros planos é bastante aceitável.
Vida de músico (3)
Atualmente, faz-se necessário a criação de uma disciplina curricular focada nas possibilidades que o músico moderno encontra à sua disposição, no sentido de agregar funções relacionadas à sua profissão, possibilitando assim, uma maior autonomia e capacitação para lidar com situações comuns em seu meio de trabalho, funções que normalmente são delegadas a profissionais (ou não) de fora do meio prático-musical. As conhecidas práticas de conjunto teriam estendidas suas abordagens, levando o estudante a conhecer um pouco mais do ‘outro lado’, os mecanismos e situações que se escondem nos bastidores do meio artístico, (musical e/ou teatral), fatores que interferem diretamente no trabalho em cena.
As universidades de música apresentam naturalmente o ambiente propício para este fim, fazendo uso de seus estúdios de gravação e/ou ensaio e salas de concerto onde haja equipamentos à disposição como mesas de som, amplificadores, microfones, caixas acústicas etc. Eventos como workshops e visitas didáticas a concertos, shows e estúdios profissionais seriam recomendadas.
O objetivo destes posts é elencar, através da vivência de um personagem fictício, as diversas situações que um músico encontra ao se inserir no mercado de trabalho. Apresentaremos ao longo dos textos, algumas situações problemáticas seguidas de soluções práticas que poderiam ter sido exploradas ainda no ambiente acadêmico, possibilitando ao músico, maior desenvoltura ao se deparar com estas situações que interferem diretamente no seu trabalho.
As universidades de música apresentam naturalmente o ambiente propício para este fim, fazendo uso de seus estúdios de gravação e/ou ensaio e salas de concerto onde haja equipamentos à disposição como mesas de som, amplificadores, microfones, caixas acústicas etc. Eventos como workshops e visitas didáticas a concertos, shows e estúdios profissionais seriam recomendadas.
O objetivo destes posts é elencar, através da vivência de um personagem fictício, as diversas situações que um músico encontra ao se inserir no mercado de trabalho. Apresentaremos ao longo dos textos, algumas situações problemáticas seguidas de soluções práticas que poderiam ter sido exploradas ainda no ambiente acadêmico, possibilitando ao músico, maior desenvoltura ao se deparar com estas situações que interferem diretamente no seu trabalho.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Vida de músico (2)
Em relação às novas tecnologias, caberia uma disciplina prática em torno dos equipamentos modernos à disposição para gravações, edições, mixagens e shows. Esta matéria abordaria principalmente o mundo dos estúdios virtuais, recurso atualmente usado por milhares de músicos em ambiente doméstico, porém de maneira autodidata. É fato que hoje em todo lugar existe algum músico sentado à frente de seu computador criando sua música, o que tem de certa forma, desvalorizado a função de produtor musical. Uma universidade que inclua em seu programa um curso dedicado a elevar os critérios de produção musical a um nível mais próximo dos parâmetros considerados profissionais certamente representará um grande diferencial de ensino de música.
Vida de músico!!
O estudante de música, principalmente o instrumentista, geralmente sai da faculdade com todo o preparo teórico e prático para a execução do seu instrumento. Entretanto, ao se deparar com o mercado musical atual, o músico percebe que existe uma gama de serviços dos quais ele depende e terá que arcar, como estúdios de ensaio, de gravação, operadores de som, roadies, afinador, iluminador etc. A necessidade da criação de uma disciplina curricular voltada a essas questões é vital, para trazer noções de como funciona a estrutura de um evento musical, abordando tópicos como a elaboração de um ‘rider’ de som (mapeamento dos equipamentos necessários à apresentação), ‘rider’ de luz, posicionamento de microfones no palco, passagem de som, mixagem e até mesmo aspectos burocráticos envolvidos na produção de um evento (contratos, ECAD, etc). É notório que o mercado musical de hoje não deixa muitas perspectivas de estabilidade profissional aos músicos práticos, daí a necessidade urgente de uma maior autonomia por parte dos mesmos numa clara intenção de agregar mão de obra qualificada. É muito comum hoje vermos técnicos de som, de luz, com suas empresas estabelecidas e em franca expansão enquanto músicos qualificados (ou não) continuam dependendo da boa vontade de contratantes ou do ‘couvert’ de uma casa noturna que sempre divide o prejuízo com os músicos. Infelizmente muito poucos conseguirão se inserir no grande mercado musical, atuando com grandes artistas e com cachês decentes. Ainda assim, tal situação por mais honrosa que seja geralmente é por temporada. A opção de carreira acadêmica é atraente, porém nem todos podem ou querem dedicar tantos anos de estudo aprofundado nos aspectos teóricos da música, sendo invariavelmente afastado de sua prática, acarretando uma boa dose de frustração pessoal.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Site oficial de Jimmy Page chegando!!!!
JimmyPage.com - The Official Website of Jimmy Page -
Coming Soon!!!
www.jimmypage.com
Coming Soon!!!
www.jimmypage.com
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Confira a programação do Festival de Inverno de Teresópolis - 2011!
Criado em 2002 o Festival de Inverno Sesc Rio, que acontece nas cidades de Petrópolis,Teresópolis e Nova Friburgo, tem por objetivo difundir a criação e produção artística, incentivando a circulação de espetáculos pelo estado do Rio de Janeiro. Presente, também,nas questões sociais do nosso tempo, pela primeira vez, o Festival de Inverno Sesc Rio terá suas emissões de carbono neutralizadas. A quantidade de carbono produzido, depois de calculado, vai reverter em um número similar de mudas plantadas para sua neutralização.
Por três semanas, o Festival vai oferecer uma programação diversificada: teatro, dança, música, artes visuais, cinema , vídeo e literatura vão estar presentes. Palestras com a parceria com a Casa do Saber, além de uma extensa programação infantil , também, serão oferecidas.
Arte, formação de público, intercâmbio de idéias, entretenimento - estes são os eixos de trabalho do Sesc Rio. Esta é a dimensão deste festival cujo cardápio de atrações será oferecido com entrada franca para os comerciários, e preços acessíveis para todos. Toda a programação infantil, além das oficinas, palestras, vídeo, , exposições e encontros literários também terão entrada franca.
Por três semanas, o Festival vai oferecer uma programação diversificada: teatro, dança, música, artes visuais, cinema , vídeo e literatura vão estar presentes. Palestras com a parceria com a Casa do Saber, além de uma extensa programação infantil , também, serão oferecidas.
Arte, formação de público, intercâmbio de idéias, entretenimento - estes são os eixos de trabalho do Sesc Rio. Esta é a dimensão deste festival cujo cardápio de atrações será oferecido com entrada franca para os comerciários, e preços acessíveis para todos. Toda a programação infantil, além das oficinas, palestras, vídeo, , exposições e encontros literários também terão entrada franca.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Curso preparatório para vestibular em Música!
Para músicos amadores e profissionais, aulas de teoria, leitura rítmica, solfejo, percepção (ditados rítmicos e melódicos). Em Copacabana (Rua Sá Ferreira.
Aproveite para aprofundar seus conhecimentos musicais!
Contato: musicacurso@yahoo.com
Aproveite para aprofundar seus conhecimentos musicais!
Contato: musicacurso@yahoo.com
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Programa de rádio diz ter descoberto receita original da Coca-Cola!
A receita da Coca-Cola, guardada a sete chaves pelos proprietários da empresa durante 125 anos, pode ter deixado de ser um mistério, segundo um site que afirma ter descoberto os ingredientes em uma página esquecida de jornal.
Os produtores do programa de rádio "This American Life" publicaram em seu site nesta terça-feira (15) a suposta receita, cuja fórmula original estava na fotografia que ilustrava um artigo sobre a história da Coca-Cola, publicado no jornal "Atlanta Journal Constitution" de 1979.
A imagem mostra uma lista de ingredientes escritos de próprio punho em 1886 por um amigo do criador da bebida, John Pemberton, em um livro de boticário passado de geração em geração que atualmente estava com uma mulher em Griffin (Geórgia), conforme "Thisamericanlife.org".
A Coca-Cola, que mantém a versão oficial de sua receita em um cofre em Atlanta que só dois funcionários têm a chave, não comenta se a composição é a correta.
Da lista publicada, a parte mais reveladora é a que explica como misturar o 7X, uma substância que só representa 1% da bebida, mas que é crucial para dar o sabor característico.
Para a mistura do famoso ingrediente secreto são necessárias oito onças de álcool, 20 gotas de óleo de laranja, 30 gotas de óleo de limão, 10 de óleo de noz moscada, 5 de óleo de coentro, 10 de óleo de neroli - das flores da laranjeira amarga - e 10 de óleo de canela.
O restante da bebida é elaborado com três onças de ácido cítrico, duas onças e meia de água, uma de cafeína, uma de baunilha, duas pitadas de suco de lima, uma onça e meia de bala para dar cor e uma quantia de açúcar que está ilegível na lista.
A receita original inclui três copos de extrato de fluído de coca, um ingrediente que a companhia retirou do composto no início do século 20, após uma corrente de críticas.
Resta saber se, além da eliminação desta substância, os proprietários da Coca-Cola aplicaram modificações substanciais na fórmula desde que Pemberton a projetou.
Para tentar comprová-la, a equipe do programa de rádio reuniu um grupo de analistas e de amantes da bebida em uma degustação da mistura obtida pela receita. Segundo o site, a maioria dos que provaram não encontravam diferenças entre o produto e a Coca-Cola comercializada.
"Acho que esta é de verdade uma versão da fórmula", disse ao programa o historiador Mark Pendergrast, autor de uma história da bebida.
Na parte da tarde, o site do "Thisamericanlife.org" estava fora do ar.
Os produtores do programa de rádio "This American Life" publicaram em seu site nesta terça-feira (15) a suposta receita, cuja fórmula original estava na fotografia que ilustrava um artigo sobre a história da Coca-Cola, publicado no jornal "Atlanta Journal Constitution" de 1979.
A imagem mostra uma lista de ingredientes escritos de próprio punho em 1886 por um amigo do criador da bebida, John Pemberton, em um livro de boticário passado de geração em geração que atualmente estava com uma mulher em Griffin (Geórgia), conforme "Thisamericanlife.org".
A Coca-Cola, que mantém a versão oficial de sua receita em um cofre em Atlanta que só dois funcionários têm a chave, não comenta se a composição é a correta.
Da lista publicada, a parte mais reveladora é a que explica como misturar o 7X, uma substância que só representa 1% da bebida, mas que é crucial para dar o sabor característico.
Para a mistura do famoso ingrediente secreto são necessárias oito onças de álcool, 20 gotas de óleo de laranja, 30 gotas de óleo de limão, 10 de óleo de noz moscada, 5 de óleo de coentro, 10 de óleo de neroli - das flores da laranjeira amarga - e 10 de óleo de canela.
O restante da bebida é elaborado com três onças de ácido cítrico, duas onças e meia de água, uma de cafeína, uma de baunilha, duas pitadas de suco de lima, uma onça e meia de bala para dar cor e uma quantia de açúcar que está ilegível na lista.
A receita original inclui três copos de extrato de fluído de coca, um ingrediente que a companhia retirou do composto no início do século 20, após uma corrente de críticas.
Resta saber se, além da eliminação desta substância, os proprietários da Coca-Cola aplicaram modificações substanciais na fórmula desde que Pemberton a projetou.
Para tentar comprová-la, a equipe do programa de rádio reuniu um grupo de analistas e de amantes da bebida em uma degustação da mistura obtida pela receita. Segundo o site, a maioria dos que provaram não encontravam diferenças entre o produto e a Coca-Cola comercializada.
"Acho que esta é de verdade uma versão da fórmula", disse ao programa o historiador Mark Pendergrast, autor de uma história da bebida.
Na parte da tarde, o site do "Thisamericanlife.org" estava fora do ar.
domingo, 16 de janeiro de 2011
S.O.S. TERESÓPOLIS!!!!
Uma verdadeira rede de solidariedade se forma em prol das vítimas das chuvas que atigiram a Região Serrana do Estado do Rio. A maior necessidade é por água, leite em pó, materiais de higiene e limpeza e colchões. Confira os endereços onde os donativos podem ser entregues:
Batalhões da PM/RJ
Todos os batalhões da PM do Estado do Rio de Janeiro vão recolher doações para as vitimas das enchentes da Região Serrana do estado do Rio. Veja aqui os endereços das unidades.
Polícia Rodoviária Federal
- BR-116: Km 133 (funciona 24h)
- BR-101: Km 269 (funciona 24h)
- BR-040: Km 109 (das 8h às 17h)
- BR-116: Km 227 (das 8h às 17h)
Cruz Vermelha
- Praça da Cruz Vermelha 10, Centro do Rio. Estão sendo arrecadados: água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), leite em pó, colchões, roupa de cama e banho e cobertores.
Praças de pedágio da BR-040 (Concer)
- Em Duque de Caxias (km 104)
- Areal (km 45)
- Simão Pereira (km 816)
- Sede da concessionária (km 110/JF, em Caxias)
Rodoviária Novo Rio
- Avenida Francisco Bicalho 1, Santo Cristo, no Rio, no embarque inferior, das 9h às 17h.
Hemorio
O Hemorio recebe doações de sangue para as vítimas das chuvas. Os voluntários devem ir, das 7h às 18h, todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados, à Rua Frei Caneca 8, Centro do Rio. Informações: 0800-2820708.
Supermercados do Grupo Pão de Açúcar
- Há postos de coleta em todas as 100 lojas das redes Pão de Açúcar, ABC CompreBem, Sendas, Extra Supermercado e Hipermercados e Assaí em todo o estado.
Em Petrópolis
- Ginásio Pedrão, na Rua Tenente Luiz Meirelles 211, Centro, Teresópolis.
- Campanha "SOS Teresópolis - Donativos": conta corrente na Agência 0741 do Banco do Brasil, número 110000-9.
Em Petrópolis
- No Centro da cidade: Rua Aureliano Coutinho 81.
- Em Itaipava: na Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá, e na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas.
Batalhões da PM/RJ
Todos os batalhões da PM do Estado do Rio de Janeiro vão recolher doações para as vitimas das enchentes da Região Serrana do estado do Rio. Veja aqui os endereços das unidades.
Polícia Rodoviária Federal
- BR-116: Km 133 (funciona 24h)
- BR-101: Km 269 (funciona 24h)
- BR-040: Km 109 (das 8h às 17h)
- BR-116: Km 227 (das 8h às 17h)
Cruz Vermelha
- Praça da Cruz Vermelha 10, Centro do Rio. Estão sendo arrecadados: água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), leite em pó, colchões, roupa de cama e banho e cobertores.
Praças de pedágio da BR-040 (Concer)
- Em Duque de Caxias (km 104)
- Areal (km 45)
- Simão Pereira (km 816)
- Sede da concessionária (km 110/JF, em Caxias)
Rodoviária Novo Rio
- Avenida Francisco Bicalho 1, Santo Cristo, no Rio, no embarque inferior, das 9h às 17h.
Hemorio
O Hemorio recebe doações de sangue para as vítimas das chuvas. Os voluntários devem ir, das 7h às 18h, todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados, à Rua Frei Caneca 8, Centro do Rio. Informações: 0800-2820708.
Supermercados do Grupo Pão de Açúcar
- Há postos de coleta em todas as 100 lojas das redes Pão de Açúcar, ABC CompreBem, Sendas, Extra Supermercado e Hipermercados e Assaí em todo o estado.
Em Petrópolis
- Ginásio Pedrão, na Rua Tenente Luiz Meirelles 211, Centro, Teresópolis.
- Campanha "SOS Teresópolis - Donativos": conta corrente na Agência 0741 do Banco do Brasil, número 110000-9.
Em Petrópolis
- No Centro da cidade: Rua Aureliano Coutinho 81.
- Em Itaipava: na Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá, e na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas.
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